texto: Leopoldo Saldanha | foto: IM
A PhotoPlus reuniu os grandes nomes do mercado, além dos novos representantes da tecnologia digital. No evento, inúmeros lançamentos de softwares, álbuns, impressoras, e claro, muitas câmeras.

A FHOX esteve na PhotoPlus que aconteceu em Nova York (EUA) entre os dias 20 e 22 de outubro. Assim como no Brasil, a feira apresenta um congresso em paralelo. Para se ter uma idéia do tamanho do evento, 100 atividades entre palestras e oficinas constavam na grade do congresso, sendo que 65 delas abordavam novos temas. 130 palestrantes, dezenas de salas e inúmeros profissionais em busca de novos conhecimentos. Um deles, Chris Amaral, fotógrafo americano especialista em fotos de estúdio disse a FHOXSP: “Quero ir a uma das palestras sobre Photoshop”. Amaral, que mora em Nova York, já trabalha com o software há alguns anos em seu estúdio especializado em fotos de crianças e animais. Ele já domina os recursos digitais de retoque, mas quer melhorar ainda mais. Assim como Amaral, muitos procuram palestras educacionais, o que explica a procura por esses eventos.
 
 
Outro ponto forte da feira é mostrar produtos que foram anunciados há alguns meses e que agora os fotógrafos podem ter contato real, principalmente câmeras.

No estande da Apple, inúmeros curiosos aglomeravam-se do lado de fora. Lá dentro, profissionais sentados em frente a 24 Macs testavam as funcionalidades do Aperture, o novo software de fluxo digital para fotógrafos. O software possibilita que se trabalhe conectado ao Photoshop. O programa da Apple já está sendo chamado de “IPhoto” em alusão a onda desenfreada do IPod, mas sua especialidade é trabalhar com imagens no formato RAW, organizá-las e processá-las. O custo do Aperture é de 499 dólares.
 
 
A Adobe também estava presente na feira fazendo demonstrações do Photoshop CS. Em cada canto do centro de exposições Jacob Javits era possível esbarrar em algum estande lançando softwares de tratamento de imagens. Nos arredores da feira, os estandes pequenos de marcas desconhecidas traziam várias surpresas. Muitas empresas de álbuns de casamento de qualidade, fabricantes e revendedores de bolsas de todos os tipos e tamanhos, tripés e equipamentos de iluminação. Nos estandes centrais estavam os grandes jogadores do mercado. Kodak, Fuji, Noritsu, Agfa, Nikon, HP, Epson, Canon, Hasselblad, Leica e muitas outras. Alguns destaques:
 
 
Olympus – A Olympus mostrou a E-Volt E500, uma câmera digital SLR considerada a mais leve do mercado na sua categoria.
 
EpsonEpson P4000 é o novo álbum digital que serve para armazenar e visualizar imagens. O aparelho tem 80GB(o dobro da última versão), MP3 player e vídeos. Seu custo é de 700 dólares.
     
 
Nikon – A Nikon mostrou as câmeras profissionais D50 e D70 SLRs e a Coolpix P1 com conexão sem fio, o que possibilita mandar as fotos para um pc ou para uma impressora também com esta tecnologia.
 
Canon – A Canon apresentou sua nova câmera Canon 5 D.
     
 
 
Universal Laser – A empresa demonstrou a Versa Laser, uma impressora que possibilita gravação em alto relevo nos mais variados tipos de superfície.
   
 
Delkin – A Delkin lançou protetores para LCDs, compatíveis com diversos modelos, que protegem as telas de riscos e outros danos.
 
Hasselblad – Apresentou as câmeras H2 e H2D ambos de 22 MP.
 
Tendências – A abertura dos congressos da PhotoPlus trouxe uma discussão sobre o futuro da fotografia. Há um consenso de que ela ficará cada vez mais veloz, menor e fácil de usar. O camerafone é apontado como produto que se tornará cada vez mais popular tornando-se uma nova ferramenta. A fotografia sem fio também é vista como certa.

Os lançamentos de 2005, como as câmeras Kodak Easy-Share One e Nikon Wi-Fi, são apenas o começo de um novo caminho no modo como os profissionais vão trabalhar daqui para frente. É claro que é muito difícil avaliar como será a fotografia no futuro, mas já existem estudos ousados que dizem que câmeras irão tirar fotos apenas se as pessoas estiverem com os olhos abertos e outras que dispararão automaticamente se alguém sorrir. Pode até parecer estranho, mas se alguém dissesse há quinze anos que seria possível tirar foto sem filme, vê-la na hora e enviá-la sem precisar de fios, iria parecer coisa de doido. Agora é muito difícil alguém arriscar um palpite. Mas todos concordam que a tecnologia não vai parar.
 
 
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