Na
década de 50, os fotoclubes
pipocavam pelo país.
Eram o lugar preferido dos amantes
da fotografia e também
local onde se revelaram muitos
talentos da fotografia brasileira.
Um deles é Sérgio
Jorge, o fundador do Estúdio
Abril. Entre 1952 e 1956, Sérgio
Jorge freqüentava o Cine
Foto Clube de Amparo, sua cidade
natal. “Foi uma fase maravilhosa,
em que todo mundo expunha não
só no país mas
também no exterior. Mas
isso foi parando”, lembra
ele. Hoje ainda existe a sede
do fotoclube, porém é
inoperante, lamenta o fotógrafo
que conquistou o primeiro Prêmio
Esso.
Nos anos 80, Sérgio Jorge
resolveu reeditar a experiência
de ser associado a um fotoclube.
Tornou-se um dos fundadores
do Cromos Foto Grupo, que reunia
de oito a dez fotógrafos
em São Paulo. “Os
resultados foram excepcionais.
A gente mandava foto para o
mundo todo. Fizemos diversas
exposições no
exterior”, conta.
Para aqueles que pensam que
os fotoclubes só fazem
parte das páginas da
história da fotografia
brasileira é bom acompanhar
a produção de
fotoclubes da capital e do interior,
começando pelo Cine
Foto Clube Bandeirante,
o mais antigo do país
com 66 anos de existência.
Em seis décadas, a instituição
não parou no tempo e
participa ativamente da comunidade,
desde cursos até discussões
on-line.
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