Depois de Ribeirão Preto (SP) foi a vez de São Paulo receber o evento da Noritsu. Já chegando a sua décima apresentação por todo o País e mais de 1.400 participantes. Com a ajuda dos principais laboratórios profissionais de São Paulo, a Noritsu convidou cerca de 300 dos melhores fotógrafos de casamento para ouvir a palestra de Carlos Dreher, editor da Revista FHOX, que falou o que viu em viagem recente de pesquisa ao mercado profissional de Nova York. Introduziu também o novo formato de trabalho para o mercado. Dividido em quatro áreas. Capture – a captura do profissional, câmeras e novas tecnologias; Edite – que envolve softwares e design; Copie – impressão de cópias; e, uma das áreas mais importantes, Vendas – que representa o marketing.
 
 
Um dos apresentadores, Edmundo Salgado – diretor comercial da Noritsu do Brasil –, levantou a dúvida que muitos profissionais têm. O que muda com a transição para o digital? Salgado ressaltou que a importância do nicho é crescente. Afinal representa hoje 1/3 do mercado fotográfico e que o objetivo do programa é nivelar para cima.

Na palestra, os fotógrafos conheceram o trabalho de profissionais renomados de Nova York. E o desenvolvimento da fotografia digital internacional. Para os fotógrafos de São Paulo foi a chance de ver um mercado que é referência. Seja pelos aspectos similares das cidades, pelo olhar moderno das fotos e a grande competição. Mas o que Dreher falou, e que afeta também os fotógrafos paulistanos, é falta de marketing e vendas adequados. Outro ponto é a relação fotógrafo e laboratório. “O laboratório tem uma usina muito útil para o profissional, o minilab”, disse Dreher. A relação fotógrafo/laboratório profissional pode melhorar muito, pois ambos querem ganhar mais. O que muda na relação entre os dois são muitas coisas. Primeiro, a variedade de produtos tanto do fotógrafo quanto da loja expandiu. O fluxo mudou. Tudo por conta do Photoshop, da montagem de álbuns editados, de novos materiais para impressão e da própria Internet.


Tempo passou a ser um dos ativos mais valiosos para fotógrafo, portanto, o minilab profissional entra como ferramenta na ajuda tanto do fluxo quanto do tempo do profissional. Resultado. Aumenta a rentabilidade. “Você é fotógrafo ou técnico de laboratório?”. Esta foi a questão que Dreher levantou para os participantes do evento. Ele ressaltou a importância do laboratório, explicou que deve ter certos requisitos. Deve desenvolver novos produtos, ensinar o profissional a vendê-los, deve ser atualizado com as novas tecnologias e preocupar-se em estimular novas vendas. Dreher também comentou sobre as novas ferramentas de venda à disposição do fotógrafo. Entrevista de vendas, mostruário e provas, tela de plasma para apresentações de portfólios, mostruários de álbuns e um produto que tem feito muito sucesso lá fora: o slide show, que tem vantagem sobre vídeo, pois é mais leve, mais rápido e muitas vezes com valor mais interessante e uma cara mais moderna.

No lado do marketing, a Noritsu mostrou para o fotógrafo o que ele deve fazer para melhorar seu marketing e suas vendas. Deve avaliar seu nome, produto, se vende papel ou emoção. Esta última dica talvez seja a mais importante, porque os que continuarem a vender só papel, vão continuar tendo problemas para ganhar e vender melhor. Afinal quem só vende papel, vende preço.

 
Fernando Ricci
Fotógrafo de casamento, 12 anos de fotografia e três trabalhando com wedding. Foi ao evento porque quer descobrir como ganhar mais dinheiro e conhecer as possibilidades que o minilab pode oferecer. “É uma teoria muito bonita. Mas tenho que ver como transformar o que acontece em Nova York em realidade por aqui.”
Gisele Wajchenberg
Fotógrafa de casamento, trabalha na área desde 2001. Começou fazendo jornalismo e acabou gostando de fotografia. Por que foi ao evento? “Achei muito interessante o problema de como vender preço.” Gisele admira o trabalho de fotógrafos estabelecidos que cobram preços altos e não têm problemas com isso. “Gostei do evento por causa dos diferenciais esclarecedores.”
 
Sérgio Shibuya
Lojista (Foto Shibuya) e fotógrafo de casamento, 15 anos trabalhando com fotografia. Por que veio ao evento? “Hoje para ser um bom profissional tenho que estar por dentro das novidades.” Trabalha há três anos com digital. Sobre o evento: “Temos que adequar à realidade do Brasil. O brasileiro não está tão distante, já trabalhamos com slide show”.
Gilson Tanigushi
47 anos de mercado, é fotógrafo e lojista. Por que veio ao evento? “Para acompanhar o mercado de fora.” O que achou no final? “Muito bom e interessante. É o caminho certo para desenvolver o mercado aqui.”
 
Perfil do profissional
- Representa 1/3 do mercado fotográfico brasileiro;
nos EUA são 60%

- Nível educacional
- 40% têm nível superior
- 56% têm ensino médio
- 4% só o primeiro grau

Tecnologia
- 30% não usam e-mail
- 70% usam e-mail
- 3% são digitais
- 41% são híbridos e usam digital/clássico (filme)
- 56% clássico (filme)

Renda mensal
- 58% ganham até 2 mil reais
- 35% de 2 mil a 5 mil reais
- 7% acima de 5 mil reais

O novo profissional vencedor
- não vende cópias
- não vende equipamentos
- não vende tecnologia
- qualidade da foto é obrigação
- tem que se posicionar como consultor de memória
- vende registros de emoção
- vende álbuns de autoria

Quatro regras para ficar rico
- fotografar bem
- design vendedor
- vender melhor
- nunca esquecer as três regras

São tarefas do fotógrafo:
- editar as imagens
- roteirizar seqüência de álbuns
- tratar as fotos – pequenas correções
- criar e definir templates

Deve terceirizar
- manipulação de imagem mais trabalhosa
- restauração
- processamento de cópias para venda
- montagem de álbuns
- resistir à tentação de fazer tudo

 
 
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Tendências de NY para o fotógrafo de São Paulo
 
 
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