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No
Brasil o apoio e incentivo à
cultura e à história
não são prioridade
do governo sendo poucas as iniciativas
privadas que realizam esse tipo
de atividade. Quem conhece essa
dificuldade de perto é
o casal Douglas Preising Aptekmann
e sua mulher Lucia. Ele é
bisneto do fotógrafo
alemão Theodor
Preising e tenta
preservar a memória de
seu bisavô mantendo e
divulgando seu riquíssimo
acervo que retrata o Brasil
nas décadas de 20,
30
e 40.
São cerca de 14 mil arquivos
entre negativos, chapa de vidro
e películas. As imagens
mostram cenas históricas
do país: São Paulo
e cidades do interior como Ribeirão
Preto, Piracicaba, Araraquara,
Campos do Jordão, cidades
do litoral paulista como Guarujá
e Santos, a cidade e o interior
do Rio de Janeiro, a colonização
do Estado do Paraná,
a imigração e
lavoura no Estado de São
Paulo, tribos indígenas,
Manaus, Espírito Santo
e Recife, dentre outros estados
e cidades. As imagens de Preising
já ilustraram livros
como “Cadernos de Fotografia
Brasileira – 450 anos
de São Paulo”,
exposições como
a “13ª Amostra de
Fotografia MASP – Pirelli”
(2004) e a exposição
em comemoração
aos 450 anos de São Paulo
no Instituto Moreira Salles,
entre outras.
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Atualmente
o casal não cede mais
as imagens e sim as comercializa
para bancos, hotéis e
restaurantes. Este é
o único jeito de manter
o arquivo, pois não recebem
nenhum tipo de patrocínio
enfrentando várias dificuldades
para conservar um acervo desse
porte. Eles contam que já
foram procurados por alguns
institutos, galerias e até
mesmo pesquisadores, mas para
que as fotos fossem doadas,
o que não é a
intenção, pelo
menos no momento. Aptekmann
foi a única pessoa na
família que se interessou
por redescobrir as memórias
do bisavô. Há cerca
de quatro anos começou
a mexer nos arquivos guardados
no porão da casa de seu
avô e com a ajuda dele
e de livros de história
começou um árduo
trabalho de catalogação
que perdura até hoje.
Sua mulher Lucia ajuda na parte
de divulgação
das imagens, inclusive está
montando um site para este fim.
Enquanto isso, o casal segue
lutando para conseguir patrocínio
ou até mesmo ajuda de
alguma entidade governamental
ou privada.
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Theodor
Preising chegou ao Brasil em
1920, logo depois da Primeira
Guerra. Foi fotógrafo
na frente de batalha no conflito.
Nascido em Hildenshein (Alemanha)
em 1883, estabeleceu-se no Guarujá
(SP) onde comercializava cartões-postais
de suas imagens e máquinas
fotográficas.
Foi um dos pioneiros a trazer
a Leica para o país.
Posteriormente, mudou-se para
São Paulo onde montou
seu ateliê e editora de
nome Preising. Passou a dedicar-se
à produção
de fotografias em nível
nacional, registrando momentos
únicos da história
brasileira nas décadas
de 20, 30 e 40.
Trabalhou fotografando para
o Departamento de Imprensa e
Propaganda (DIP), no Rio de
Janeiro e em São Paulo,
e posteriormente para a Universidade
de São Paulo (USP). Por
ter sido considerado um espião
alemão, foi obrigado
pelo governo brasileiro a parar
de fotografar no início
da década de 40. A partir
daí, focou suas lentes
na cultura do interior de São
Paulo registrando a lavoura
e a imigração.
Essa produção
soma cerca de seis mil negativos,
quase metade de seu acervo.
Encerrou sua carreira fotográfica
em 1948 devido ao mal de Parkinson.
Faleceu em 1962.
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Contato:
Douglas
Aptekmann
douglasaptekmann@yahoo.com.br
Tel. (11) 5016-2105
»
www.fotosantigas.com |
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