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A
PPA (Professional Photographers
of America) é
a maior associação
sem fins lucrativos para fotógrafos
profissionais do mundo. Oferece
proteção nos negócios
(através de consultorias),
descontos e reconhecimento profissional.
Reúne mais de 14 mil
membros e sócios em 64
países. Boa parte da
equipe de produção
é formada por voluntários,
de estudantes a aposentados.
A PPA é
uma associação
das antigas, fundada em 1880
nos EUA. Nos seus mais de cem
anos de existência já
educou muita gente, mas nem
depois de todo este tempo deixou
de ser moderna e cheia de surpresas.
A Imaging 2006, realizada pela
PPA, mescla feira e congressos.
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 No
evento realizado em Austin (capital
do Estado do Texas) estavam
todas as marcas tradicionais
do mercado. Kodak, Fuji, Noritsu,
etc. O mais incomum em uma feira
como esta é a quantidade
de pequenos estandes com variados
produtos e serviços.
Caso da Photodex, por exemplo,
que apresentou um sofisticado
software para criação
de slide shows e distribuiu
versões de teste para
os visitantes. Nos estandes
dos fabricantes de álbuns,
os maiores distribuidores e
fabricantes do país,
como a Álbuns Inc. e
sua vasta linha de books. A
Picto Books mostrou seus álbuns
de capas metalizadas à
prova de riscos. Os fabricantes
apresentaram novos designs e
produtos, como por exemplo,
a tendência dos miniálbuns,
idênticos aos books grandes,
mas com dimensões próximas
a 12 por 12 cm.
As soluções para
os estúdios, conferidas
pelos visitantes, eram softwares
de solução de
fluxo e organização,
além de produtos inventivos
como um deslocador de fundos
para sets, automático
ao toque do dedo. Os visitantes
viram também diversos
laboratórios profissionais,
que mostraram o que é
ser profissional de verdade.
Muitos já oferecem serviços
totalmente on-line para seus
clientes fotógrafos.
Na feira, os laboratórios
distribuíram softwares
para comunicação
entre profissional e loja via
Internet, atendendo assim serviços
como receber provas em casa,
abrir uma conta customizada
e receber as impressões
em 24 horas, alguns até
oferecem álbuns. As lojas
trabalham localmente, mas graças
à Internet e a empresa
de entregas expressas, vendem
para o país inteiro.
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Pois o que valeu mesmo foi o
congresso. Seis dias e mais
de 50 palestras depois, é
possível sentir o quanto
se valoriza a informação,
mesmo em um mercado tão
desenvolvido como o americano.
Palestras como “Os 10
álbuns mais lindos do
ano” ou “Como ganhar
250 mil dólares com estúdio”
são exemplos de apresentações
nas quais os palestrantes têm
traquejo e facilidade em colocar
opiniões, sem medo de
partilhar estratégias,
muito pelo contrário.
Quem esteve nas palestras sobre
como melhorar as técnicas
de Photoshop lutou para conseguir
um bom lugar, devido aos temas
divertidos e vendedores como
“Se não funcionar,
você sempre poderá
vender seguros!”. Sala
lotada, gente em pé.
Damon Tucci, fotógrafo
de casamento em Orlando, mostrou
eventos caríssimos e
apresentou seus exemplos de
certo ou errado com de fotos
em que ele escorregou ou acertou
em cheio. Foram muitas fotos
exibidas, de um profissional
que já fez mais de dois
mil casamentos de luxo na Disney,
incluindo várias celebridades.
Sala lotada novamente.
Apenas a algumas salas dali
a palestra “Como ganhar
250 mil dólares com estúdio”.
O palestrante Horace Holmes
contou porque está reduzindo
seu estúdio e se livrando
de câmeras e mostrou um
plano de marketing simples e
um planejamento com sessões
e valores estimados de rendimentos
por ano. Resultou em um monte
de gente querendo receber e-mail
com mais informações.
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Outra discussão interessante
foi na palestra sobre profissionais
que usam filme e digital. Eles
concluíram que usam e
preferem o filme, seja por questões
de tempo de manipulação
(comum ao digital), ou por não
cair no efeito metralhadora
de cliques. E até pelo
simples fato de que, com o filme,
o fotógrafo tem que acertar
mais com menos fotos. Quatro
fotógrafos de regiões
distintas (Nova York, uma cidade
pequena do Estado da Virgínia,
Los Angeles e Houston) mostraram
nesta palestra casamentos, portfólios
e explicaram por que usam filme
e também digital, dependendo
da situação. Detalhe
é que Fuji e Kodak patrocinaram
juntas esta sala.
Outra palestra emocionante foi
a da dona do estúdio
Expressions, do Estado do Colorado,
que contou como ela fatura alto
com sua filosofia do “é
dando que se recebe”.
Ela oferece portraits de recém-nascidos
para maternidades. Tira fotos
no próprio hospital e
de graça (somente para
exposição e para
criar o mostruário nas
salas de espera). Resultado
é que ela hoje recebe
muitas ligações
de pais pedindo para ter uma
foto em casa como aquela.
Exemplos não faltam para
confirmar que a Imaging 2006
foi uma feira e congresso muito
simpáticos. Uma pena
que, de brasileiros, só
a equipe da FHOX e a fotógrafa
paulistana Fernanda Scott estiveram
lá. Ela deve aproveitar
as idéias do que viu
por lá. E a FHOX, bom,
a FHOX traz para você
em primeira mão.
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