A
economia paulista responde
por 32,5% do Produto
Interno Bruto (PIB)
do país. Isso
representa 438,1 bilhões
de reais. Tamanha força
torna o Estado de São
Paulo o maior pólo
de desenvolvimento da
América Latina
e o mais competitivo
da União, conforme
estudo do Movimento
Brasil Competitivo (MBC).
Por Estado competitivo
entenda-se a capacidade
de atrair empresas e
pessoas. Cidades como
Campinas, São
Carlos, Ribeirão
Preto, são bons
exemplos, além
da própria capital.
O poder de atração
para negócios
também passa
pelo ramo fotográfico
que faturou dois bilhões
de reais em 2005, com
crescimento de 10% em
relação
a 2003. Esse total inclui
varejo e atacado. Os
pontos-de-venda somam
quatro mil em todo o
Estado. São lojas
de rua sobretudo, sendo
que 300 desses pontos
estão em shoppings.
O amadurecimento da
tecnologia digital impôs
mudanças no perfil
do ramo. Até
dois, três anos
atrás, a medida
por excelência
era o filme: unidades
vendidas, unidades reveladas,
tanto para a fotografia
amadora como profissional.
Hoje o carretel está
aposentado. Seu substituto
natural é o número
de cópias 10
por 15 cm na fotografia
amadora. E na profissional?
Em
conversa na “Série
Encontros”, da
FHOXSP, edição
9, o presidente
da Associação
Brasileira dos Fotógrafos
de Publicidade (Abrafoto),
Alexandre Catan, revelou
que 80% da fotografia
publicitária
são gerados em
cromo ainda! Surpresa
para quem pensa que
todo o setor converteu-se
100% à tecnologia
digital. O fato é
que a fotografia publicitária
encolheu nos últimos
dois anos: movimentou
300 milhões de
reais em 2005 e grande
parte ficou na cidade
de São Paulo,
onde se concentram as
grandes agências
de publicidade do país.
Em compensação,
a fotografia social
vive momento de boom
puxada pelos fotógrafos
de casamento. Hoje eles
somam quatro mil em
todo o Estado e aprenderam
a não mais vender
cópias e, sim,
produtos diferenciados.
Isso permitiu que o
tíquete médio
atingisse um mil reais
em 2005. Uma cifra que
tende a se expandir
com a popularização
do álbum-composite.
O mesmo frisson se propaga
para a fotografia de
formatura que acomoda
suas operações
em torno da câmera
digital. Sem consumo
de filme, a rentabilidade
aumenta. O setor girou
cerca de 900 milhões
de reais em 2005.
Na esteira de o Estado
de São Paulo
concentrar mais da metade
dos 13,2 milhões
de internautas, o comércio
de fotografia on-line
ganha força e
representação.
São lojas e laboratórios
imprimindo cópias
10 por 15 cm e 20 por
25 cm (medida por excelência
da fotografia social).
Pegando carona em sondagem
recente da Serasa, que
consultou 960 empresários
em todo o país,
o clima é de
otimismo na economia.
65% dos entrevistados
acreditam que o Brasil
cresce em 2006 e 2007.
São Paulo também
e a fotografia, idem.