Apita o árbrito, é Copa do Mundo! Entra em campo a seleção de fotógrafos dos 32 países participantes e de diversos outros países que não tiveram suas seleções classificadas, mas também buscam imagens das melhores jogadas do maior evento esportivo do planeta. Para os brasileiros, a tensão aumenta diante da responsabilidade de ser hexacampeões. A cada quatro anos, a cobertura jornalística do evento ganha novidades na tecnologia de transmissão. Mas estar no gramado da Alemanha é uma grande vitória para os profissionais da fotografia. Nos dias de hoje, os impedimentos são muitos. Para conseguir o credenciamento para o evento futebolístico, os pedidos foram feitos desde outubro de 2005 até fevereiro de 2006, contando com alguns adiamentos e imprevistos.

A Fifa chegou a tentar limitar o número de fotografias que poderiam ser publicadas na Web e determinar que as imagens só poderiam ser publicadas apenas após duas horas do final das partidas. As restrições foram suspensas com a aceitação do acordo proposto pela WAN (World Association of Newspapers), para preservação dos princípios tradicionais da liberdade de imprensa. A decisão aliviou principalmente as agências internacionais já credenciadas como Agence France-Presse, Associated Press, Reuters, Getty Images, DPA e EPA.

Quanto ao processo de credenciamento, as responsabilidades foram divididas. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ficou responsável pelos profissionais de jornais, revistas e outras publicações, inclusive repórteres-fotográficos. Porém, é de responsabilidade da Fifa a lista de profissionais de rádio, TV e internet ou agências de notícias nacionais e internacionais que não tenham adquirido os direitos de transmissão, além de jornalistas e fotógrafos independentes.



Segundo o fotógrafo especializado em futebol, Daniel Augusto Jr, só o credenciamento prévio não adianta. Quanto maior a equipe, maior a chance de boas fotografias.“No dia do jogo, três ou quatro horas antes de começar, é distribuído um colete com duas cores diferentes. Cada cor de colete é obrigada a ficar apenas de um dos lados do campo (nos quatro cantos, do escanteio). Não é possível cruzar o campo após o início da partida. Nem é permitida a troca de coletes. Quem for pego, não fotografa”, diz Daniel Augusto Jr.

Os nomes confirmados pela Agência Estado são Alaor Filho, Sebastião Moreira, Ernesto Rodrigues, Eduardo Nicolau, Jonne Roriz e Celso Jr. Além disso, a agência terá uma mesa operacional em São Paulo, com pauteiro e editor dedicados exclusivamente à Copa, que estará conectada com a equipe da Alemanha.

O centro de imprensa da Copa 2006 foi instalado em Munique, capital do Estado da Baviera. Quatro pavilhões do complexo de feiras serão adaptados para atender às necessidades da imprensa – com alterações nos saguões de entrada e ampliação da área livre.



Aqui no Brasil, o esporte da paixão nacional também é mais do que motivo para inspirações que fazem agências saírem da rotina. O Sambaphoto, banco de imagens brasileiras, lançou em abril seu primeiro tablóide intitulado de “Sambanovas”. Segundo Juliane Bezerra, diretora executiva, trata-se de um informativo temático mais ágil do que o catálogo editado pela agência.

A seleção de imagens revela a emoção do brasileiro quando o assunto é futebol. O primeiro exemplar recebeu o criativo nome de “Copa Bacana”.

O tablóide reúne cerca de 40 fotógrafos, entre eles Cássio Vasconcellos, Iatã Cannabrava, Penna Prearo, Paulo Fridman, Caio Reisewitz, Christian Cravo, Klaus Mitteldorf. Na estréia da seção “Aquecimento”, Pedro Martinelli, com uma foto de seu livro “Mulheres da Amazônia”, de 2004. A cada edição, a seção destacará o trabalho de um profissional associado da agência.

Com tiragem de três mil exemplares, o Sambanovas tem distribuição exclusiva para agências de publicidade e de design, além de editoras e produtoras.

 
 
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