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Segundo
dados do Performa,
as vendas
da fotografia
profissional
em 2005 representaram
3 bilhões
de reais.
Neste total,
a fotografia
social se
destaca: quase
dobrou o tíquete
médio
em relação
ao ano anterior.
Hoje, 40%
dos fotógrafos
profissionais
atuam em formaturas
e eventos,
25% em casamentos,
24% na área
de retratos
e 11% em publicidade.
Ser um administrador
pode ser uma
das tarefas
mais difíceis
para o fotógrafo
profissional,
que mais do
que nunca
se vê
diante de
uma situação
em que deve
pensar em
tudo, desde
como atender
o cliente
até
quanto deve
cobrar pelo
serviço.
Com o aumento
no número
de concorrentes
e constantes
avanços
da tecnologia
digital, muitos
afirmam que
o aprimoramento
profissional
pode ajudar
a sair do
conflito.
Hoje é
muito comum
encontrar
workshops
e cursos que
abrangem os
mais variados
temas para
atender a
todos os tipos
de fotógrafos.
Educadores
afirmam que
o investimento
é muito
válido.
A FHOXSP
conversou
com professores,
alunos e escolas
e apresenta,
em forma de
serviço,
os cursos
e workshops
que movimentam
a cidade de
São
Paulo:

O Senac
há
dois anos
prepara alterações
no sistema
de ensino.
Hoje, o aluno
tem a carga
horária
de 360 horas
em uma estrutura
curricular
comum (filosofia,
sociologia,
metodologia,
etc.) e quando
se matricula
no 4º
semestre deve
optar pela
habilitação
em fotografia
aplicada ou
em arte e
cultura fotográficas.
A primeira
área
abrange a
produção
de imagens
para fotojornalismo,
veículos
de comunicação,
peças
publicitárias,
escritórios
de arquitetura
e engenharia
para indústria.
Para quem
escolhe a
segunda opção
terá
o curso voltado
para os aspectos
estéticos,
históricos
e culturais
da fotografia,
em museus,
acervos, institutos
de pesquisa
e ateliês
de restauração.
A nova proposta
dividirá
as áreas
em módulos
para que o
aluno possa
escolher o
pacote de
aulas que
quer estudar,
podendo variar
entre as duas
linhas da
fotografia
durante o
curso. Essa
mudança
é reflexo
do comportamento
do mercado
em relação
à exigência
de fotógrafos
cada vez mais
versáteis.
João
Kulcsár,
membro do
corpo docente,
prepara uma
exposição
com
os TCCs (Trabalho
de Conclusão
de Curso)
da quarta
turma formanda.
Segundo ele,
há
uma mudança
na escolha
da área
nos últimos
dois anos,
a maioria
agora opta
pela habilitação
em arte e
cultura.
Para Rosana
Beneton, coordenadora
do curso,
a maior prova
de que o Senac
prepara profissionais
são
os 182 alunos
formados que
hoje são
pensadores
da fotografia
e imagem.
Segundo Rosana,
a média
de idade do
aluno do Senac
é cada
vez menor,
hoje varia
de 18 a 22
anos. “Eles
já
vêm
com um chip
diferente,
têm
facilidade
com o digital”,
comenta.
Sem querer
concorrer
com a graduação,
os cursos
livres são
bastante procurados
pelos fotógrafos
profissionais,
são
mais de 30
cursos oferecidos
ao longo do
ano. Os mais
procurados
são
o de tratamento
da imagem
digital e
fotografia
de moda, beleza
e retrato
com Clicio
Barroso, fotografia
de arquitetura
com Nelson
Kon e fotografia
de casamento
com Marcos
Andreoni.
Isso porque
autodidatas
que já
tentam sobreviver
de fotografia
preferem os
cursos rápidos
e mais em
conta que
a mensalidade
de um bacharelado.
A dúvida
motivadora
é sempre
em relação
a utilização
eficiente
da tecnologia
atual. O valor
de um curso
livre varia
de 300 a 960
reais dependendo
da carga horária,
já
o bacharelado
custa 829
reais. O Senac
também
oferece cursos
de pós-graduação
e cursos técnicos
de fotografia.
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Cursos
realizados
no Fotoforma.
Crédito:
Maurício
Simonetti |
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A Techimage,
que possui
filiais em
Goiânia,
São
Paulo e Belo
Horizonte,
oferece cursos
de fotografia
para amadores
e profissionais.
O fotojornalista
paulistano
Leandro Nunes,
que ministra
as aulas há
três
anos, resolveu
mudar para
Belo Horizonte
a convite
da escola.
Hoje, se sustenta
com as aulas
e obtém
o lucro com
os trabalhos
que faz para
São
Paulo.
Segundo ele,
o curso de
flash avançado
é procurado
por profissionais
que usavam
negativo e
também
por aqueles
que esbarram
nas técnicas
e precisam
de ajuda.
Nunes nota
diferença
no perfil
dos alunos
dos diferentes
Estados. “Em
São
Paulo, o aluno
tem mais vergonha
de dizer que
trabalha com
fotografia
mas não
sabe mexer
direito no
equipamento.
O mineiro
é mais
preocupado
com a técnica,
pergunta mais”,
comenta ele.
Muito preocupado
em estudar
e se atualizar,
acredita que
o estudo,
até
mesmo fora
das aulas,
é muito
importante
para qualquer
profissional.
“Quando
vi que a Anna
Quast, que
já
foi minha
aluna, ia
ser palestrante
do Congresso
Paulista fiquei
orgulhoso”,
comenta Nunes.
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Além
de ser um
fotógrafo
reconhecido
por suas fotos
de paisagem,
natureza e
industrial,
Maurício
Simonetti
também
é lembrado
quando o assunto
é workshop.
Isto porque
desde 2002
resolveu reunir
amigos fotógrafos
para aproveitar
o espaço
de seu atual
“escritório”
de trabalho.
Com isso,
surgiu o Fotoforma,
que disponibiliza
uma vez por
mês
cursos com
variados nomes
da fotografia.
Cláudio
Feijó,
Antonio Saggese
e Eduardo
Becker já
realizaram
worshops por
lá.
Um dos mais
procurados
é o
workshop fotojornalismo
de casamento
com Nellie
Solitrenick.
Alguns fotógrafos
sociais chegam
até
a se deslocar
de outros
Estados para
dividir experiências
e aprender
com Nellie.
Nesse caso,
público
é de
90% de fotógrafos
ativos. É
o caso de
Paulo Oliveira,
fotógrafo
social de
Natal, que
já
veio duas
vezes para
participar
do curso de
Nellie. “Gosto
de descobrir
coisas novas
e não
vejo a fotografia
como algo
estático,
informações
das mais variadas
fontes são
muito importantes.
Quando estou
em Sampa aproveito
para visitar
exposições
de arte, de
fotografia,
ir ao teatro,
assistir a
concertos
musicais,
etc., afinal,
as suas fotos
refletem seu
repertório”,
comenta Oliveira.
O Fotoforma
já
recebeu 900
pessoas de
perfis diversos.
A quantidade
de vagas disponibilizadas
depende muito
do tema e
o preço
varia de 300
a 700 reais.
No início
do projeto,
Maurício
Simonetti
convidava
os amigos
para a programação
dos cursos,
hoje afirma
que é
bastante procurado
com ofertas
de novos cursos,
mas explica
que não
pretende se
tornar dono
de escola.
Sua intenção
é contribuir
para o intercâmbio
entre profissionais
e ao mesmo
tempo manter
financeiramente
o espaço
que utiliza
para seu trabalho
com a ajuda
dos workshops.
Muitas vezes,
o conteúdo
do curso permite
até
a leitura
de portfólio,
prática
rara no Brasil.
“Recebo
e-mails de
alunos que
colocaram
em prática
o que aprenderam
e fizeram
gol, é
isso que faz
termos um
número
altíssimo
de ´repetentes`”,
afirma Simonetti.
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Fotos
MarceloTrad
para
Casa
Vogue
e Decoração |
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Muitos alunos
afirmam que
ser profissional
não
é necessariamente
ter graduação
no currículo,
principalmente
em um país
cuja maioria
das instituições
de ensino
não
apresentam
fortes vínculos
com o mercado
de trabalho.
Marcelo Trad,
destaque da
turma formada
do Senac,
acredita que
atualmente
a proposta
do ensino
brasileiro
é ser
a porta de
entrada para
ensinar técnicas
e apresentar
o aluno aos
grandes nomes,
mas depende
de cada um
o sucesso
no mercado
de trabalho.
O jovem mineiro
Marcelo, com
apenas 22
anos, começou
cedo na fotografia
social, já
fez curso
pb no Rochester
Institute
of Technology
(Kodak), tem
experiência
em diversos
laboratórios
e hoje trabalha
com o fotógrafo
publicitário
Eduardo Girão.
Para ele,
o essencial
é o
empenho de
cada um. “Para
começar,
o aluno do
Senac tem
que parar
de dizer que
é aluno
ou estudante
ou faz curso,
ele tem que
começar
se apresentando
como profissional”,
comenta Marcelo.
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